Aventura

Você é aventura

Adrenalina

O cigarro que eu nunca fumei

A favela que eu nunca subi

O sexo que eu nunca fiz

Teu sorriso me desafia

E eu mergulho naquela boca

cheia de possibilidade.

Minha própria descoberta

De que o mundo é maior

E que o gosto de tabaco na tua língua

Talvez seja um belo vício

Você traz a liberdade

De uma vida que eu não conheço

Da loucura que eu reprimi

Pelo bem dos bens costumes, da moralidade

Você é o foda-se que eu engoli

Por tantos anos de obediência

A um mundo que não é meu.

O suspiro de desafogo por uma angústia que me corrói.

O notar que aquele medo

Enraizado

Construído

Não me pertence

O ser livre que do desejo

Passou à ação

O tempo controlado

Presente

Sem futuro, sem passado

Você é aventura

De um jeito que eu nunca vivi.

 

Bruna Paiva

 

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Mudo convite

Tristeza constante que esconde a própria nascente.

Não se satisfaz com o pinga-pinga de felicidade.

Tem que ser mar, tsunami de alegria.

Essa tristeza que me suga

derruba

derrota.

Que me convence de estar constantemente errada.

Exagero

drama

vitimização.

 

Extingue qualquer traço de confiança e insiste em provar que nada vai dar certo.

 

Não se contenta em viver cada coisa no seu ritmo.

Quer tudo agora,

com pressa

para não se afogar.

E se afoga na afobação.

 

Me enche de expectativas pelo mero prazer de deleitar minha decepção.

 

Dor profunda que vem de lugar nenhum

e de todos os lugares ao mesmo tempo.

Que angustia,

atormenta,

aterroriza

e faz flutuar na cabeça

como peixe em oceano

a ideia de acabar com o sofrimento.

 

Bruna Paiva

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O mundo acaba hoje

Ela não se importa que o mundo acabe se puder continuar dançando.

Está sozinha e nunca se sentiu tão bem acompanhada.

Não pediu permissão nem avisou a ninguém que estaria ali.

E finalmente sente-se livre.

Para sorrir

Respirar

Ser quem ela é.

Ela se sente mais leve; despida de toda carga acumulada no último ano.

E dança.

Sem mais nada em mente ela dança.

O olhar tenso de um rapaz de poullover negro é sua última visão. E então o mundo acaba.

Mas ela está dançando.

 

Bruna Paiva

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Lembrança

Fim de manhã.

Arrumo os papéis espalhados na mesa da cozinha enquanto tento te expulsar da minha mente. Nunca mais te disse uma palavra.

Mas as que eu deveria ter dito ecoam na minha cabeça dia sim, dia não.

 

Me encosto na parede e choro até o chão, feito cena de novela.

Na lembrança, tua boca roça meu pescoço

sem que eu desconfie das mentiras que ela me conta.

 

Saio dali e pego um táxi até a praia.

Sento na areia, fecho os olhos deixando que o sol me cegue

e me livre dessa mania de me torturar

com a vaga lembrança do sabor do teu amor.

 

Bruna Paiva

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Papel

Permita que eu abuse de sua boa vontade.

Que eu derrame sobre ti toda a angústia de ser quem sou

E a impotência de amar quem amo.

 

Me conceda essa sua paciência

Que me é assustadoramente necessária.

Porque no fundo sou eu a tua escrava,

“meu tão certo secretário”.

Sou eu quem te preciso e não você quem me serve.

Te atormento com a minha agonia

Que é para não terminar afogada.

E não há remédio mais eficaz para o vazio estranho que me consome.

 

Desafogo a caneta e deixo a marca da minha dor

Porque sei que, enquanto houver tinta, você me permitirá.

Sempre em branco, paciente, à disposição.

 

Bruna Paiva

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A menina no espelho

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O coração cogita ceder

Mas o reflexo implora

Que é isso, menina,

Respira, segura, controla e não chora

A garota sorridente

Que me olha confiante

E passa batom vermelho

Aquela, logo ali,

Do outro lado do espelho

Não reflete a verdade do que sente

Ela finge que é forte

E, com um pouco de sorte, você acredita

Mas por trás do sorriso

Da maquiagem no olhar

Por dentro, o mundo parece ruir

E o coração

Sozinho, decepcionado e cansado de sofrer

Não aguenta a pressão e chora

Enquanto ela vive

Sorrindo por fora

Bruna Paiva

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