Você precisa ler

FOTO BLOG copy“Não prometo sorrisos nem lágrimas, mas é provável que aconteçam.”

São essas as primeiras palavras do livro Precisava Escrever, do Rafael Magalhães. E como aconteceram, viu? Perdi as contas de quantas vezes alguém veio meu perguntar se estava tudo bem enquanto eu lia/chorava na escola, no ballet ou na rua. Me emocionei mesmo e, como já era de se esperar, me identifiquei com quase todas as linhas escritas.

O livro reúne poemas, contos e crônicas do professor de Educação Física goiano Rafael Magalhães. Alguns dos textos fizeram muito sucesso no blog Precisava Escrever, outros são inéditos, mas eu garanto: a maioria vai mexer com você.

O que eu gosto no Rafael, e acho que por isso sou leitora assídua do blog dele, é que ele vai lá no fundo do seu coração e toca naquela ferida que você tenta fingir que não existe. Só que ao invés de aumentá-la pela lembrança, ele te ajuda a fechá-la e seguir em frente.

E, mais do que nunca, o livro me deu essa sensação. A cada texto eu precisei parar e refletir sobre a minha vida. Desde a minha relação com minha família até decepções amorosas passando pelo amor por meus ídolos minha forma de ver o mundo. Rafael me entende como se espionasse meus percalços, e tenho certeza de que não é só comigo que acontece.

Falei aqui no Adolescente Demais sobre o dia em que pude dar um abraço nele e comprar o livro, que eu devorei em dois dias. Quando comecei a ler, resolvi anotar os textos que eu mais gostasse. Como anotei quase o livro inteiro, precisei fazer algumas seleções para contar para vocês. Não me peçam para escolher meu favorito, é muito difícil!

Chorei no meio da sala de aula ao me encontrar no texto “Tudo bem para você?” e o mesmo aconteceu em “Quando você partiu”. “Você por perto” me emocionou pela surpresa no final. “O último dia de Lucas” e “O milagre de Andréa” são belas lições de vida, enquanto “Tudo aquilo que nunca foi dito” e “Minha última bênção” me fizeram rever muita coisa na minha vida, além de terem feito um rio transbordar de meus olhos.

Posso citar também o “O reencontro de Amanda”, “Como lidar com uma mulher na TPM”, “A sorte de Rodrigo”, “Nosso ponto final”, “Fica mais um pouco?”, “Quadrilha moderna” e “Deixe ela passar”. Acho que esses foram meus favoritos e provavelmente esqueci de algum.

Além dos textos belíssimos, o livro do PE tem uma diagramação linda, com frases soltas dos textos e ilustrações divertidas também. Para cada amiga que eu mostrava um texto ou uma frase eu recebia a mesma reação: “Meu Deus, eu preciso ler isso.” Aliás, ele está emprestado e já tem uma fila a sua espera…

Na real, acho que todo mundo tem que ler. Rafael Magalhães atende a todas as idades e preferências. Quer alguém que te entenda, te emocione e faça bem? Então você precisa ler o Precisava Escrever.

Bruna Paiva

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Precisava te ver

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Com o Rafael Magalhães do Precisava Escrever

 

Eram 12h52 da tarde de um domingo nublado. Eu estava em meu quarto de calcinha, camiseta e cabelo molhado. Foi quando, por acaso, descobri que um dos meus blogueiros favoritos estava no mesmo minuto fazendo uma sessão de autógrafos com seu livro do outro lado da cidade.

“Ô Paieeeeee! Sabe o Rafael Magalhães? Do Precisava Escrever? Então, ele vai ficar até às três numa lanchonete lá em Copacabana autografando o livro dele.Vamos?”

“Mãnhêee, quer levar a Julie (nossa lhaza apso) pra dar uma volta?”

Em vinte minutos convenci a família inteira de que era uma boa ideia correr para Copa sem nem ter almoçado. Vesti uma calça jeans, passei um rímel e 13h15 estávamos no carro eu, minha mãe, meu pai, meu irmão caçula e a Julie.

Chegamos a uma casa de sucos na rua Miguel Lemos às 14h. Rafael estava sentado a uma mesa, entretido em seu celular e acompanhado dos pais. Contei que acabara de atravessar a cidade só para encontrá-lo e ele gostou de saber. Perguntou quando e como eu conheci o Precisava Escrever e sorriu ao ouvir que é uma de minhas inspirações na literatura.

Conversamos um pouco e eu contei que também escrevo, entreguei um marcador do blog e um folder de Um Diário Para Alice. Ele prometeu dar uma olhada. Enquanto ele autografava meu exemplar de Precisava Escrever, confesso que minhas pernas tremiam.

contei aqui que o Precisava Escrever é um dos blogs que eu mais curto e acompanho. Descobri no fim do ano passado e desde então sou leitora assídua. Identifico-me absurdamente com cada um dos textos do Rafael. E, muitas vezes, chego ao ponto final com os olhos molhados.

O livro foi lançado no final de 2014 e eu estava louca para ler. Quando descobri a tarde de autógrafos, mesmo que muito em cima da hora, fiquei super empolgada. Sempre senti que o Rafael me entendia ainda que não fizesse ideia de quem eu sou. A oportunidade de falar pra ele como o admiro e poder lhe dar um abraço era algo por que ansiava.

É esquisito pegar o livro nas mãos da mesma forma que foi estranho abraçá-lo. Perceber no mundo real uma das minhas partes preferidas do virtual. Como se a compreensão que eu encontrava apenas na internet à cada segunda-feira de post inédito, agora coubesse na palma da minha mão.

Tenho certeza de que vou amar o livro e logo, logo ele estará aqui pelo blog na seção Na Estante. Porque enquanto ele precisa escrever, eu preciso ler. E, Rafa, dessa vez, eu precisava te ver!

Bruna Paiva

 

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