Um aprendizado da morte para levar pra vida

Uma das coisas mais incríveis de cursar literatura é justamente ter como tarefa aquilo que sempre foi meu prazer. Descobrir livros diferentes e me apaixonar por histórias e autores. Foi dessa forma que esbarrei com “O Aprendizado da Morte” de Assis Brasil. Assis Brasil é um autor pernambucano do modernismo brasileiro de quem eu nunca havia ouvido falar e por quem, graças à faculdade, estou completamente encantada.

O Aprendizado da Morte conta a história de Olga, uma mulher que se descobre doente e prestes a morrer. Ela se interna num grupo de apoio a pessoas na mesma situação e, a partir da perspectiva da morte, passa a analisar toda sua vida até ali. Percebe que até então não era feliz e havia deixado a vida passar. É sabendo que vai morrer que ela decide aprender a viver. Passa a ser livre e aproveitar os pequenos momentos.

Olga é uma personagem profundamente sofisticada, que cativa o leitor de forma gradual. O livro foi uma experiência linda que eu prefiro classificar como, na verdade, um aprendizado de vida. A forma como Olga “aprende a morrer” vivendo um dia de cada vez e fazendo as coisas que lhe dão prazer é na verdade como a gente devia encarar mais a vida.

É um romance curto e eu não consegui parar de ler até terminar. Os fatos que levaram Olga até ali são apresentados fora da ordem cronológica, o que transforma o livro quase num quebra-cabeça. O narrador, por vezes, se confunde com a própria personagem, mudando inclusive a pessoa do discurso. É uma leitura deliciosa e é assustador que esse autor tão incrível não seja tão comentado entre os modernistas mais importantes.

Assis Brasil ainda está vivo e eu fiquei tão fascinada pela forma com que ele escreve que já quero todos os outros livros. Pela Estante Virtual, nos sebos, os livros dele são bem baratinhos e as premissas são tão cativantes quanto a d’O Aprendizado da Morte. O livro, que nem é o mais famoso dele, é magnífico e com toda certeza já entrou para as minhas melhores leituras do ano e para os favoritos da vida.

Bruna Paiva

 

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Eu estive aqui: um livro que precisa ser lido!

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Imagine ter uma amiga que foi criada junto com você, quase como sua irmã. Aquele tipo de amiga que te conta tudo o que acontece na vida dela. De repente ela se mata, de maneira friamente calculada, e só o que você recebe é um e-mail padrão de despedida. É exatamente o que acontece com Cody Reynolds em Eu Estive Aqui.

Depois que Meg, sua melhor amiga, toma um frasco de veneno, sozinha num quarto de motel, Cody se questiona como não percebeu o que a amiga pretendia. Acolhida pela família de Meg, e ajudando a recolher as coisas que a amiga havia deixado em Tacoma, onde fazia faculdade, Cody começa a descobrir outras coisas que Meg nunca havia contado.

Quando descobre arquivos suspeitos no computador da amiga, Cody percebe que tudo o que sabe sobre a morte de Meg pode estar distorcido. Ela, então, resolve se dedicar a uma profunda investigação para tentar entender o que levou a amiga àquele fim.

 Eu adoro as histórias da Gayle Forman, e com Eu Estive Aqui não foi diferente. A personagem principal é bem cativante e os secundários, além de bem construídos, fundamentais para o desenrolar da história. A cada capítulo eu me sentia mais próxima de Cody, me identificava com algumas inseguranças e sentia pena por outras. Em determinado momento da história, deu vontade de abraçara personagem, para evitar que ela sofresse mais. É incrível como dá para sentir a angústia que passa na cabeça dela por não entender ou não ter conseguido evitar o que Meg fez.

O livro, da editora Arqueiro, é forte e apesar de haver um romance presente, ele é tratado em segundo plano. E não podia ser diferente, a história pedia que fosse dessa forma. Eu Estive Aqui trata sem tabus de assuntos muito importantes: depressão e suicídio. Questões que são evitadas socialmente, mas que precisam ser abordadas.  Ao fim do livro, um artigo sobre a importância da discussão desses temas e mostrando os números de casos no Brasil deixa clara a necessidade de falar sobre esses temas.

A personagem Meg, infelizmente, é inspirada numa história real. Nos agradecimentos da autora, Suzy Gonzales é citada como influência para a criação de Meg Garcia. A situação de Cody é muito comum por aí. Justamente porque não se fala muito no assunto, não conseguimos perceber os sinais de alguém que está prestes a se matar.

A história é forte e seus personagens também, desde Ben McCallister, guitarrista underground por quem Meg foi apaixonada, até Scottie, o irmão mais novo da menina que cometeu suicidio. Uma história com um tema complicado, que é abordado de forma incrível. Eu Estive Aqui me tirou de uma ressaca literária gigante. É um livro que as pessoas precisam ler!

Bruna Paiva

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Suicidas X Roleta Russa: no livro ou no teatro, uma história brutal

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Você já pensou em se matar? Seja lá qual for o motivo que te tira do sério, ele já te fez pensar numa medida extrema? Em Suicidas, do autor carioca Raphael Montes, nove jovens tomam uma decisão sem volta: resolvem cometer suicídio em uma noite de roleta russa.

Desde que li Dias Perfeitos, do mesmo autor, tenho vontade de conhecer a obra que deu início a carreira de Raphael Montes. Quando finalmente consegui estar com o livro nas mãos, não pude conter a ansiedade. A história é louca e ao mesmo tempo plausível. Gosto do Raphael porque ele mostra o pior do ser humano usando personagens que podem estar no dia a dia de qualquer um.

Suicidas começa um ano depois do episódio da roleta russa. O livro inteiro se passa numa reunião entre a delegada do caso e as mães dos jovens suicidas. Na reunião, a delegada lê para as mães o livro escrito por Alessandro, um dos nove suicidas, na noite da roleta russa. Além do livro escrito em tempo real durante o jogo, o leitor acompanha também as anotações de um diário do próprio Alessandro.

O livro é brutal e tem cenas de deixar qualquer um chocado. Mas é uma leitura incrível. Confesso que não concordo com a postura de nenhum dos personagens. Menos ainda com os motivos pelos quais cada um resolve entrar na “brincadeira”. O desenrolar da história é tenso e às vezes assustador, mas também é cheio de reviravoltas que me deixaram de boca aberta.

A história, que foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, em 2013, ganhou uma adaptação para o teatro. A peça, Roleta Russa, ficou em cartaz em São Paulo no fim de 2015 e agora, em abril de 2016, veio para o Rio de Janeiro. Eu, como admiradora da história, fui conferir a estreia da adaptação no dia 7/04 aqui no Rio.

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Eu e Raphael Montes na estreia do Rio

A peça dirigida e adaptada por César Baptista é super fiel ao livro. Muitas das falas chegam a ser idênticas às da obra de Raphael Montes. Achei sensacional a maneira como adaptaram a conversa da delegada com as mães. É simples e funciona bem. O diretor conseguiu contar uma história complexa com poucos recursos de cenografia. A escolha dos atores foi quase perfeita. Um ou outro me decepcionou um pouco, seja por interpretar um personagem completamente diferente do livro, ou mesmo por não passar a devida emoção em cenas que mereciam convencer mais.

Ainda assim, alguns atores atingiram ou até mesmo superaram as minhas expectativas. Os que mais me chamaram a atenção foram o Gabriel Chadan, no papel de Lucas, Felipe Palhares, que interpreta Noel e protagoniza uma das cenas mais fortes do espetáculo; e, principalmente, Virgínia Castellões, que dá vida à Waléria. A menina deu um show no palco, roubou a cena e foi, de longe, a personagem mais fiel ao livro. Destaque também para o ator Emerson Grotti que, com muita sensibilidade, interpreta Dan.

Apesar da adaptação para os palcos ser cheia de suspense e tensão, eu não os senti tanto, por já saber exatamente o que aconteceria. Por isso, acho que, se você não conhece a história, vale assistir à peça antes de ler o livro. Assim você conserva a dúvida e aquele gostinho de adrenalina a cada vez que alguém leva a arma à cabeça.

livrosuicidasApós o espetáculo, houve ainda um debate entre César Baptista, diretor da peça, e Raphael Montes, autor do livro. Os dois bateram um papo rápido com a plateia e contaram como foi o processo de adaptação. Raphael contou que a ideia de mudar o título para a peça foi dele mesmo. Para o autor, o título Roleta Russa é mais atraente e menos agressivo; disse que, se pudesse voltar atrás, talvez mudasse o título do livro também. Raphael contou ainda que a história, que também será adaptada para o cinema, começa a ser filmada ainda no segundo semestre de 2016.

Depois de um espetáculo incrível e um debate divertido, tive a oportunidade de conhecer um Raphael Montes super simpático. E, claro, pegar uma dedicatória com o autor no meu exemplar de Suicidas. Raphael, apesar de ter me deixado apavorada e/ou horrorizada em algumas cenas de seus livros, escreveu antes de sua assinatura: “Bruna, não tenha medo de mim!”.

Bruna Paiva

 

Serviço:

A peça Roleta Russa fica em cartaz no Rio de Janeiro somente às quintas-feiras do mês de abril.

Teatro Net Rio, em Copacabana.

Link para ingressos: https://www.ingressorapido.com.br/compras/?id=47173#!/tickets

Mais sobre o espetáculo na fan page: https://www.facebook.com/Espet%C3%A1culo-Roleta-Russa-461258484058587/?fref=ts

 

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E aí, vamos juntas?

Vamosjuntas4Você está sozinha, voltando para casa, às oito da noite. A rua está deserta e escura. Você anda rápido, com a bolsa na frente do corpo, cara de má, atenta a qualquer movimento suspeito. De repente escuta passos atrás de você. Seu coração acelera, o medo pulsa nos seus ouvidos, você prende a respiração e, sem diminuir o passo, junta um pouquinho de coragem e olha para trás. É outra mulher. A adrenalina abaixa, e a sensação é de alívio imediato. Você se vira para frente e continua o caminho até sua casa.

Se você é mulher e anda sozinha nas ruas da sua cidade, é improvável que nunca tenha sido protagonista da cena descrita acima. Afirmo ainda que, talvez você já tenha sido a mulher que está atrás. Provavelmente também com medo e dando graças a Deus pela pessoa da frente ser outra mulher. Agora pense comigo, em vez de caminharmos a passos de distância, cada uma com seus medos, por que não vamos juntas?

Sororidade. Você sabe o que é? Relaxa, porque eu também não sabia. Sororidade é a união e aliança entre as mulheresVamosjuntas3 baseadas no companheirismo e na luta por um bem comum. Não entendeu ainda? A sororidade se aplica quando, na cena ali em cima, as duas mulheres andam lado a lado, unidas, protegendo uma a outra e sentem-se mais seguras com a companhia.

Fui apresentada à sororidade pelo movimento Vamos Juntas? da Babi Souza. O livro do Vamos Juntas? foi lançado no mês de Março e me deixou encantada com o movimento. A ideia do Vamos Juntas? é exatamente o que seu nome sugere. Uma atitude simples que pode parecer banal, mas que é capaz de fazer toda a diferença. A menina indo na mesma direção que você, provavelmente, também está com medo da rua escura. Um “Oi, tudo bem? Também estou indo para lá, vamos juntas?” faz bem para a segurança das duas.

Pela primeira vez na vida percebi como é importante que nós, mulheres, sejamos mais unidas. Que não olhemos a moça ao lado como rival só porque é uma mulher.

Vamosjuntas2Sim, estamos falando de feminismo. E, sim, você precisa e muito dele. Sem extremismos, sem querer ser melhor do que ninguém. Apenas para garantir nossos direitos. É uma luta para que sejamos realmente livres em nossa sociedade. Livres para usarmos a roupa que quisermos, sem receio do que vamos ouvir pelas ruas. Livres para nos sentarmos à janela do ônibus (que, convenhamos, é o lugar mais legal) sem medo de quem vai sentar ao corredor. Livres para não nos sentirmos vulneráveis pelo simples fato de sermos mulheres.

O movimento Vamos Juntas surgiu como uma página no Facebook em junho de 2015. Desde então, publica incentivos à sororidade, ao feminismo e diversos relatos de meninas e mulheres de todo canto do país. Lendo o livro, que também é cheio de depoimentos, perdi a conta de quantas vezes me arrepiei ao ler histórias reais que não deveriam acontecer com ninguém.

Sinceramente acho que deveria ser uma leitura obrigatória para nossa sociedade. O livro deixa claro conceitos como sororidade, diferenças entre feminismo, femismo e misandria, além de mostrar, de forma lúdica, a importância do feminismo para a sociedade.Vamosjuntas

Sempre acreditei na ideia de que se saísse com um homem ao lado, estaria mais segura para andar na rua. Lembro que, na escola, sempre que precisava almoçar fora, arrastava um amigo comigo, mesmo que já tivesse a companhia de outra menina. O Vamos Juntas me mostrou que a mesma sensação de segurança de estar acompanhada de um homem pode acontecer se me unir às mulheres que temem o mesmo que eu. Hoje, depois de conhecer o movimento, não me acanho em olhar para a mulher ao lado e fazer essa simples perguntinha que pode mudar o destino das duas: e aí, vamos juntas?

Bruna Paiva

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Cartas de amor aos mortos: um livro para te fazer refletir

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Laurel é uma adolescente começando seu primeiro ano de Ensino Médio. Na escola nova, ninguém sabe nada sobre seu passado. E seu objetivo é exatamente esse. Escolheu mudar de escola para não precisar aturar os olhares de pena das pessoas em volta. Para não precisar se lembrar da falecida irmã May a cada passo que desse na escola antiga.

Entretanto, no primeiro dia de aula, a professora de inglês passa uma tarefa que deixa Laurel desconsertada: escrever uma carta para alguém que já morreu. A menina então começa a escrever para Kurt Cobain, Amy Winehouse, Elizabeth Bishop e muitos outros. Apesar de não serem entregues à professora, as cartas para seus ídolos falecidos acabam virando uma terapia para Laurel durante todo o ano, ajudando-a em suas questões.

Cartas de Amor aos Mortos é um livro incrível. Uma história triste contada de um jeito que pode parecer mórbido, mas é o que a torna mais especial. Não gosto muito do estilo do livro, contado somente em cartas, mas ele me conquistou de verdade. Me apresentou personalidades que eu não fazia ideia de quem eram e personagens por que me apaixonei ao longo das páginas.

O romance de estreia de Ava Dellaira não é só mais um. O livro passa uma mensagem linda sobre a vida. A maneira com que Laurel idealiza uma heroína na irmã e, aos poucos, percebe que May era uma pessoa normal, com muitos defeitos, é conduzida de uma forma sensacional.

A autora americana escreve de um jeito que prende o leitor. A gente quer saber o que aconteceu com May e ao mesmo tempo quer abraçar Laurel para acabar com seu sofrimento. É uma história para te fazer chorar e refletir sobre a brevidade da vida e a não aceitação de si mesmo.

Bruna Paiva

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Joyland: uma temporada emocionante num parque de diversões

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Já contei aqui no blog que um dos meus maiores sonhos é fazer o programa ICP da Disney. Nele, você passa quase 3 meses trabalhando no parque. Talvez por causa desse sonho, acabei sendo levada ao livro Joyland. A obra de Stephen King conta a história do jovem Devin que passa uma temporada trabalhando no parque de diversões que dá nome ao livro.

Que Stephen King é tido como um dos mestres do terror, todo mundo sabe. Por isso, durante muito tempo, mantive uma certa distância de seus livros. Mas desde quando assisti a Carrie – a estranha, e me apaixonei pela história, passei a ter maior interesse nas obras do autor. Hoje, já li alguns dos livros dele, e percebi que nem sempre é um terror impossível de ler.

O que eu mais gosto nas histórias de Stephen é a maneira como o terror e o suspense se justificam, a forma brilhante e ao mesmo tempo simples como ele conduz as passagens. Nada é gratuito. Joyland é um livro que acima de tudo emociona. Fala sobre amor, amizade, lealdade, saudosismo e juventude. É impossível não se identificar com pelo menos um personagem.

Devin Jones vai para o parque trabalhar durante as férias, querendo esquecer sua ex-namorada. Em Joyland, Devin se apaixona pelo trabalho, vive coisas incríveis e faz grandes amigos. Mas um mistério que virou lenda no parque acaba mudando os planos dele. Linda Grey foi vítima de um serial killer em um dos brinquedos no parque anos antes. Devin resolve investigar a morte da garota.

É uma história forte, que explora, sim, um lado sobrenatural e um terror psicológico. Entretanto, a leitura é tão incrível que até quem morre de medo (como eu) termina apaixonado pelo parque de diversões, personagens e a atmosfera da história.

O livro é todo narrado pelo próprio personagem, anos depois. Com toques de saudades, valorização das memórias e mescla entre o tempo presente e passado, a história conquista o leitor. Joyland é incrível e entrou para minha lista de favoritos desse cara que, além de mestre do terror, é um dos escritores que mais me inspiram…

Bruna Paiva

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5 livros para ler na correria!

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Sei que, de vez em quando, a rotina e a vida corrida não nos deixam tempo restante para quase nada. Conheço muita gente que diz que não lê por pura falta de tempo para se concentrar. Bom, ler na falta de tempo, mesmo com a vida agitada, é questão de hábito. E o melhor para se acostumar com isso é começar com livros leves, que sejam fáceis de ler e, principalmente te divirtam.

 Trouxe uma lista com 5 livros para ler e se distrair da correria rotineira! Dá pra ler no caminho para a faculdade, no intervalo da escola, na volta do trabalho… Portanto, achem uma brechinha e apenas aproveitem a leitura!

1-      Doidas e Santas – Martha Medeiros

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Eu AMO as crônicas da Martha. Às vezes, compro O Globo de domingo só para ler a coluna dela. Doidas e Santas é uma das coletâneas de crônicas dela. O livro é super divertido e até deu nome a uma peça de teatro. Fora que os textos são curtinhos e independentes, ideal para ler quando o tempo está curto…

 

2-      Amor ao pé da letra – Melissa Pimentel

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Fiz resenha desse livro aqui no blog em 2015(leia clicando aqui). Ele é muito engraçado. Em Amor ao pé da letra, uma mulher, cansada de sofrer por amor, resolve seguir um livro de auto-ajuda por mês. A história é real e as furadas em que a protagonista se mete garantem muitas risadas. É ótimo para deixar o astral lá em cima, mesmo com os estresses do dia a dia.

 

3-      Apaixonada por histórias – Paula Pimenta

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Nesse compilado de crônicas da Paula Pimenta a gente descobre várias coisas a respeito da autora. Ela conta histórias de vaárias épocas de sua vida de um jeito bastante bem-humorado. É um livro rápido de ler e muito divertido. Bem fininho, cabe na bolsa e, como são crônicas, sempre se encaixam numa brechinha de tempo. 

 

4-      360 dias de sucesso – Thalita Rebouças

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360 dias de sucesso conta a história da banda Pólvora, que teve exatos 360 dias de muito sucesso. É um livro incrível, pelo qual eu tenho muito carinho (leia minha resenha aqui). É impossível não se apaixonar pelos personagens. É ótimo para levar na bolsa, porque é muito fácil de ler, a história é divertida, leve e faz a gente acreditar nos sonhos.

 

5-      Eu Odeio Te Amar

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Esse livro tem uma história louca e ao mesmo tempo bonitinha e engraçada. A protagonista descobre um dia antes do casamento que seu noivo a traiu. Ela resolve então se vingar de seu amado. Mas as formas que ela encontra para isso são as piores possíveis. A garota só se mete em confusão! A história é muito engraçada e boa para espairecer e rir um pouquinho entre uma correria e outra.

 

 

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Você também vai querer ser Beth Levitt

wp-1455973510701.jpgSabe aquela história de “não julgue o livro pela capa”? Não funciona comigo. Confesso, sou influenciada, e muito, pela capa antes de comprar um livro que não conheço. Em qualquer produto, se a embalagem é bonita, é fato que atrai mais atenção. Foi assim que cheguei a Quero Ser Beth Levitt. Um livro que tem uma bailarina na capa simplesmente precisava fazer parte da minha coleção.

Amelie Wood perdeu os pais bem novinha. Desde os doze anos vive em um orfanato de meninas. As mudanças em sua vida começam quando ela completa 18 anos e é obrigada a deixar o abrigo. Seu único bem até então era um exemplar do livro preferido de sua mãe, que acabou tornando-se seu. Uma sequência de loucas coincidências acaba levando Amie para um destino que ela nunca imaginou.

Admito que, no início, me decepcionei. E se você pegar o livro com a mesma expectativa que eu, vai se decepcionar também. Comprei esperando que fosse sobre ballet e que o tema principal fosse a dança. Não é.

A história tem pouco de dança. E algumas passagens são de deixar qualquer bailarina louca. Como quando Amie diz que sua roupa de ballet era uma calça legging, blusa baby-look verde-clara e os cabelos presos em um rabo de cavalo. Ainda assim, eu deixei passar e continuei a leitura. Não podia ter feito escolha melhor…

Amie acaba parando no universo cinematográfico. O leitor acompanha todo o processo de gravação de um filme e acaba se envolvendo com a história.

Não quero dar muito spoiler na resenha porque o que mais gostei nesse livro foi não fazer ideia do que viria pela frente. Há uma sequência de acontecimentos que tiram o fôlego. E, cada surpresa, tem um gostinho especial.

Apesar de uma inicial decepção, a história, que foi parar no mundo do cinema, me cativou e me apaixonei pelos personagens.  Dava vontade de ir lá abraçar a Amie em algumas partes do livro. E, meu Deus, o que é Chris Martins? Quero para mim!

É o tipo de livro em que você se apega ao personagem, torce, se emociona e sofre junto com ele. No final era eu quem queria ser Amelie Wood. A autora, Samantha Holtz, tem uma escrita incrível, que, mesmo com um calhamaço de 543 páginas, não te deixa parar a leitura. A cada página, você sente vontade de ler mais cinco. A história é envolvente, bem roteirizada e a narrativa muito gostosa de ler. Fiquei morrendo de vontade de conhecer outras obras de Samantha.

Quero ser Beth Levitt definitivamente não é um livro sobre dança. Mas com certeza vai te encantar a cada linha.

Bruna Paiva

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Em um dia tudo pode mudar

SAM_0321Já pensou em quanta coisa pode acontecer em 24 horas? Parece pouco, mas é tempo suficiente para mudar sua vida para sempre. E é exatamente isso que acontece com Allyson Healey no livro Apenas Um Dia.

Durante uma viagem de formatura com sua melhor amiga, Allyson conhece Willem. O ator, que chama a atenção da menina, é incrivelmente diferente de tudo o que ela já havia feito durante a viagem, que não estava tão boa quanto o planejado. Quando ele a convida para passar um dia em Paris em sua companhia, a menina fica desconcertada. Mas acaba aceitando e implora pela cobertura de sua amiga na mentira.

Allyson e Willem passam 24 horas em Paris. E esse único dia transforma a vida da menina para sempre.

A narrativa é inteira no presente, e a autora, Gayle Forman, consegue colocar o leitor dentro da história. Durante a leitura, pude jurar que estive em Paris. Para quem sonha com a cidade, é uma ótima maneira de chegar lá, e ainda acompanhar uma história de amor. A personagem principal tem uma vontade de mudança que contagia. A relação conturbada com os pais só alimenta a vontade do leitor de pegá-la pela mão e ajudar em seus objetivos.

Gayle Forman também é autora do best-seller Se Eu Ficar, que virou filme em 2014. Apenas  Um Dia me conquistou porque me identifiquei com Allyson Healey, e, principalmente, porque não sei se teria a mesma coragem da personagem. O livro traz romance, mistério, angústia, humor, fala sobre laços que se desmancham, amizades que mudam com o tempo, amizades que não se imaginam e tudo isso de forma harmônica.

É uma história empolgante que me fez ansiar por ler a continuação, Apenas Um Ano, publicado em 2015 pela editora Novo Conceito. O primeiro livro me levou para uma viagem e me apresentou personagens incríveis. Espero que a continuação seja tão ou mais eletrizante.

Bruna Paiva

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Uma escola de bruxos protegida pelo Cristo Redentor!

armaescarlate copySou fã de Harry Potter desde criancinha. E confesso que, apesar do grande interesse que me causou, comecei a ler “A Arma Escarlate” com certo preconceito. Como quem cresceu acostumada com algo e estranha “imitações”. Resultado? Quebrei a cara como normalmente acontece quando pré-determino uma opinião sobre o que não conheço.

Imitação? Pois eu digo que não. É mais do que claro, e a própria autora afirma isso já na introdução do livro, que a inspiração para a história de Renata Ventura é o mundo criado por J.K. Rowling. Mas em momento nenhum a brasileira tenta se sobrepor à história de Harry.

Muito pelo contrário, a autora trata o mundo bruxo como um universo único. Em várias passagens do livro, traça paralelos ao que ocorre em escolas de bruxaria de outras partes do mundo. “A Arma Escarlate”, publicado pela editora Novo Século, seria, portanto, um retrato da “realidade” do mundo bruxo no Brasil. E acho que a escola de bruxaria com a qual sonhei a vida inteira talvez possa estar mais perto do que eu pensava.

Hugo é um menino negro, pobre e morador da favela do Santa Marta. Aos treze anos, ao mesmo tempo que começa a se envolver com o tráfico de drogas na favela, recebe uma carta que revela que ele é um bruxo. Vendo ali uma oportunidade de mudar de vida e voltar para se vingar de todos os que fizeram ele e sua família sofrer, o menino decide se arriscar. Aceita o desafio de ir para uma escola de bruxaria.

Já na escola, que fica localizada (pasmem!) no morro do Corcovado bem embaixo do Cristo, Hugo faz amigos, sofre decepções e se mete em cada confusão que dá vontade de ir lá brigar com ele. Renata Ventura conseguiu criar em mim uma enorme vontade de conhecer cada um de seus personagens. E confesso que ao terminar de ler já estava caindo de amores por Capí, um dos amigos de Hugo na escola de bruxaria.

Com uma escrita boa que faz a leitura fluir facilmente, a autora carioca mistura a realidade ao mundo bruxo de um jeito genial. A vida nas favelas, o tráfico de drogas e fatos históricos, como a vinda da família Real

Com a fofa da Renata Ventura!

Com a Renata Ventura na Feira De Cultura Literária

para o Brasil, são exemplos de fatores presentes no livro. “A Arma Escarlate” é o primeiro de uma série e eu pre-ci-so ler a continuação. Tive o prazer de conhecer Renata Ventura na Feira de Cultura Literária 2014, onde lancei o Book Trailer de Um Diário Para Alice.

Indico a absolutamente todo mundo que cresceu acreditando nesse mundo bruxo que para nós é completamente real. Garanto que, como eu, vão se surpreender do início ao fim e ansiar por fazer parte desse mundo agora mais perto do que nunca…

Bruna Paiva

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