Cura Tudo

Rejeitada. Você foi rejeitada.

Mais uma vez, rejeitada.

Em tão pouco tempo, rejeitada.

Encara a palavra, rejeitada.

 

O que é que você vai fazer sobre isso?

Chorar? Já não possuo mais lágrimas.

Devastar-se? Não me sobra disposição.

Odiá-lo? Ah, mas quanta energia se gasta…

E o que resta?

 

Papel, caneta e um café amargo.

 

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Podia ser você

Você seria a pessoa perfeita. Tem quase tudo que eu sempre sonhei encontrar em alguém. É interessante, divertido, engraçado. Você me respeita e defende ideais parecidos com os meus. Você me admira como artista e como mulher e faz questão de enaltecer isso toda vez que fala comigo. Você me faz sentir bem, esquecer um pouco dos problemas e sorrir de vez em quando. A gente podia ser um casal sensacional.

Mas falta alguma coisa. Me peguei obrigando minha cabeça a se apaixonar por você. Eu te juro que fiz muita força para conseguir te enxergar com outros olhos. Mas não fui capaz. Eu olho para você e consigo imaginar um futuro, com uma relação estruturada, família e tudo mais, mas sempre com um vazio.

Falta paixão, tesão. Falta frio na barriga, ansiedade e coração batendo forte do teu lado. Falta eu ficar desconsertada e pensar em você o dia inteiro. Falta eu olhar para você como a melhor coisa que me aconteceu. E eu não sei sustentar um relacionamento sem tudo isso. Porque me soa mentiroso.

E não é como se todo esse sentimento que eu almejo fosse fruto de um ideal fantasioso. Eu já conheci pessoas legais, que me pareciam tão certos quanto você e por quem eu fui capaz de me apaixonar a cada detalhe. Mas é o tipo de coisa sobre o qual eu não tenho o menor controle. Acontece devagar e de repente. E com você não aconteceu.

Me percebi tentando convencer a mim mesma de que, por falta de opção, era você a minha melhor chance de viver uma história de amor. Mas isso é torto demais para eu permitir que comece. É injusto. Com você e comigo. Eu prefiro esperar, deixar o tempo agir. Assim, você pode viver a sua vida, encontrar alguém que te ame de verdade. E, quem sabe eu também encontre alguém incrível que consiga me despertar todo o sentimento que eu gostaria de ter tido por você.

Bruna Paiva

 

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Presa a você

Primeiro vieram as noites molhadas. As noites em que eu ia dormir com o nariz entupido e a cabeça latejando por causa das lágrimas. Nelas, eu abafava meus soluços no travesseiro encharcado. Não me lembro a que horas pegava no sono. Só lembro de acordar pensando em você.

Abria os olhos inchados e mal me movia encarando o teto. A comida no prato quase sempre ia inteira para o lixo. A fome foi a primeira a sumir.

Em algum momento, as noites de pranto começaram a se alternar com as de exaustão total. Meu corpo implorava por uma noite bem dormida. Mas elas também desapareceram. Quando minhas lágrimas secaram, as madrugadas em claro começaram a me visitar trazendo devaneios que nunca haviam dado as caras. Então começou a dor.

A pior dor que se pode sentir não é física. Provoca um vazio no fundo da alma que, vez ou outra, berra pela falta de alguém. Faz qualquer um clamar por algo doce como a dor de uma facada.

As noites de insônia em que eu fitava o teto do meu quarto despertaram esse vazio. A dor crescia junto com minhas olheiras. A fome não reaparecera. Comia só para me manter de pé e, ainda assim, estava a cada dia mais magra.

As lembranças espalhadas na internet e em meus arquivos pessoais não ajudavam em nada além de cavar mais fundo o buraco em minha alma. De certa forma, eu me culpava. Ninguém me obrigou a me entregar tanto.

Em poucas semanas, a insônia deu lugar às lembranças durante o sono. Me debatia enquanto dormia e acordava ofegante no meio da noite. Destruída, humilhada, com raiva de mim, de você, do mundo.

E, quando chegou a nossa data, eu chorei. Mais do que nas noites molhadas. Mais do que quando te assisti partir. Chorei pela impotência, pelo tempo, por não conseguir me recompor. Chorei pelo futuro inexistente de que eu ainda tinha saudades. Chorei porque precisava parar de sonhar. Chorei porque apesar de tudo eu ainda te amo e esse amor é a minha maior prisão.

Bruna Paiva

 

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À distância

Eu tenho saudades de acordar com o braço dormente debaixo da sua cabeça. Saudades do teu cheiro, da sua mania de andar pela casa vestindo só calcinha por baixo de uma camiseta minha. Saudade de você se arrumando enquanto eu te apressava impaciente para sair de casa. Saudades de você implicando com o meu jeito de lavar louça à prestação. Do jeito como você canta feito louca enquanto dirige e como sempre dorme quando sou eu no volante.

Saudade do jeito que você corre os dedos pelas veias do meu braço, com a cabeça encostada no meu ombro. E de sempre brigar contigo quando deixa meu computador descarregar completamente. Saudade até daquele filme do Heath Ledger que você me faz assistir e decorar as falas só porque você ama. De ver seu sorriso infantil quando te beijo de surpresa.

Saudade de estar pertinho de você. De te abraçar nos momentos ruins e comemorar as suas conquistas. Sinto falta de poder te ver a qualquer hora… Pela tela do computador, às vezes a distância parece ser ainda maior. Há dias em que eu me questiono se fizemos a escolha certa. Nos separamos para seguir nossos sonhos, é verdade. Você de um lado do continente e eu do outro. Mas eu sinto falta de quando morávamos naquela cidadezinha em que todo mundo sabia tudo da vida dos outros. Aqui é tão enorme, e as pessoas nem se falam muito.

Às vezes tenho saudade até do medo que eu tinha do seu pai no início do nosso namoro. Quando a gente tinha que sair escondido. Acho que aquela época só contribuiu para nos apaixonarmos mais. Outro dia eu conversei com o Padre Paulo (acredita que ele está no Facebook?). Ele disse que a gente faz um casal lindo e que ele topa celebrar nosso casamento quando a gente voltar.

Eu sei que ainda faltam alguns anos. Mas, nos dias ruins, minha energia para sair de casa e seguir em frente é saber que quando, finalmente, estivermos formados vamos poder construir tudo o que sempre sonhamos. E não importa se aqui, aí, na nossa cidade ou em outro canto do mundo. Com você, eu não preciso de mais nada.

Falta pouco, meu amor. Cinco anos passam rapidinho. Um dia a gente ainda vai olhar para trás e pensar “foi muito louco, mas passou”.  Acordei no meio da noite morrendo de saudades suas, olhei as horas e vi que você já deve estar saindo para a aula. Que seu dia seja abençoado e que você não esqueça nunca que eu te amo.

Com amor,

Matheus.

 

Bruna Paiva

 

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Só mais uma pra conta

O mundo não acabou. A vida não deu stop. O ar continua invadindo meus pulmões. Meus órgãos não desintegraram. O chão segue firme sob meus pés. A música no bar nem mesmo baixou de volume.

Mas dessa vez eu não fui surpreendida pela falta de mudança exterior. Sabia que não era o fim de nada além de mais um “nós” que nem era tão plural assim. Dessa vez, não chegou a doer. No máximo um incômodo que perturba um pouco, mas logo passa. Afinal, não foi nada de extraordinário, nada fora do costume.

Só mais um punhado de expectativas quebradas. Mais uma vez em que senti demais por quem sentia de menos. Talvez a culpa seja mesmo minha por me entregar demais, esperar demais. Mas que posso fazer se é só desse jeito que sei sentir?

Pelo menos, de certa forma, já aprendi a lidar com as pequenas decepções que me assolam de vez em quando. A velha receita sempre funciona: focar em outras coisas, encontrar um bom livro, sair com uns amigos e achar motivos para rir até machucar a barriga. E a dor que não for física a gente transforma em arte.

Bruna Paiva

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O amor não vê idade

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Ele tem 36, eu tenho 22. Ele tem um filho de 8 anos e eu não penso em engravidar tão cedo. Ele tem pós-doutorado e é bem-sucedido na profissão. Eu estou terminando a faculdade e torcendo para conseguir um estágio. Ele tem uma ex-mulher e eu uns dois ex-namorados. Ele conhece oito países e eu nunca saí do Sudeste. Ele comprou uma casa para os pais e eu ainda dependo dos meus para pagar a faculdade.

Estamos em fases diferentes da vida e somos extremamente felizes assim. Ele me ensinou a gostar de ler e aprendeu comigo a amar o Twitter. Ele passou a curtir Beyoncé e me levou para conhecer lugares incríveis. Ele faz um bife à parmegiana maravilhoso e ama meu pudim de leite.

Fiz ele voltar a curtir o Carnaval e, com ele, criei a tradição de assistir a todos os filmes indicados ao Oscar antes da premiação. Ele ficou muito interessado em aprender sobre moda e desenvolveu um estilo incrível que até combina com o meu. Ele diz que adora o jeito com que eu cuido do filho dele e eu realmente amo aquela criança. A ex dele me pediu ajuda para organizar a festinha de aniversário do menino e como a gente se divertiu!

Ele nunca tinha feito uma tatuagem e minhas sete acabaram o inspirando. Eu fiz ele assistir Gossip Girl e até ele se apaixonou por Chuck Bass. Ele me ensinou a usar post its para organizar meus cadernos e a casa dele é tão arrumada que eu passei a atender quando, na dela, minha mãe me manda arrumar o meu quarto.

A diferença de idade é grande, a gente ouve o tempo inteiro. Mas é exatamente o que faz nossa relação ser tão especial. A gente se completa. Um está sempre muito interessado no que pode aprender com o outro. Eu nunca estive me sentindo tão viva e madura. Nunca tive tanta certeza do meu sentimento por alguém. Contrariando todas as fofocas e pitacos sobre nossa vida, a gente se ama. E não são 14 anos que vão me impedir de me permitir ser feliz como nunca fui.

Bruna Paiva

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Borboletas no estômago

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Na primeira vez em que senti aquilo no estômago não fazia ideia do que significava. Era um enjoo constante que me tirava o apetite por completo. Não conseguia comer nem metade do que botava no prato. Junto com o estômago, meu coração se comportava de maneira estranha e respirar também ficava mais difícil. Aquela confusão dentro de mim aumentava toda vez que ele falava comigo, pessoal ou virtualmente, toda vez que sentia seu perfume, ou o via passar de longe.

O tempo passou e quando olho para trás percebo que é assim que se descreve alguém apaixonado. Para a concepção geral, era amor o que eu sentia. Aquele enjoo inesgotável que me fez perder peso sem entender o porquê é chamado de borboletas. Acontece que isso não faz o menor sentido. Borboletas são bonitas, livres e cheias de vida. E, enquanto ele esteve na minha vida, eu deixei de ser tudo isso.

Aquela sensação confusa que misturava falta de ar, dor de barriga e coração acelerado me fazia mal. Não consegui me livrar daquilo durante muito tempo. Nem mesmo enquanto dormia, já que, além de brincar com o que eu sentia, ele teimava em aparecer nos meus sonhos.

Quanto mais eu o idealizava ao meu lado, mais sofria por não poder tê-lo de verdade e mais sentia o descontrole dos órgãos dentro de mim. Cassei minha própria liberdade e passei a viver em função dele. Sabotava tudo que não o envolvia sem perceber que estava acabando com o que existia de mim em mim mesma.

Depois de algum tempo e muito sofrimento, as tais borboletas morreram. Desde então nunca me permiti prendê-las aqui dentro. Quando, vez ou outra, elas resolvem fazer uma visita obrigo-me a manter o controle dos meus sentimentos. Deixo-as livres para saírem dali, sem permitir que causem toda aquela confusão. Assim, as borboletas podem enfeitar o mundo com sua beleza, liberdade e vontade de viver, em vez de ficarem presas dentro de mim. E eu posso fazer o mesmo.

Bruna Paiva

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Amor cotidiano

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Se encontram todos os dias no mesmo horário. Quando ele entra no ônibus, ela já está lá, normalmente sentada. Ele sorri ao observar o jeito que ela amarra o cabelo por causa do calor. Ela já decorou o cheiro do perfume dele, e fecha os olhos para senti-lo quando ele passa pela roleta. Ele sabe de cor o ponto em que ela fecha o livro e guarda na bolsa. Ela já reparou em que direção ele vai, quando descem no mesmo ponto.

Ela é louca para saber o nome dele. Ele nunca conseguiu juntar coragem o suficiente para perguntar o dela. Ela gosta do jeito que ele se veste e de como, sempre simpático, dá boa tarde ao motorista. Ela passa batom e tenta soltar o cabelo, quando está quase no ponto em que ele sobe. Ele acha engraçado o jeito como ela estala os dedos e balança o pé incessantemente. Ela fica encantada com o sorriso dele, e acha peculiar o nome do grupo no Whatsapp em que ele está sempre digitando.

Nunca trocaram uma palavra. Quando os olhares se cruzam por um instante, tratam logo de desviá-lo. Mas não fazem ideia de que o interesse é mútuo. Sabem menos ainda que, caso um dos dois deixasse a vergonha de lado, o papo renderia por quilômetros.

Eles não veem, mas qualquer um naquele ônibus percebe a dança de olhares e as espiadelas de rabo de olho. Torço para que, um dia, um dos dois acabe dizendo oi. Mas, enquanto isso, é divertido assistir ao sentimento sendo alimentado pelos pequenos encontros diários. Uma paixão que cresce sem que palavras sejam ditas. Que se nutre das pequenas ações cotidianas. Aquelas que nem em sonho imaginamos que podem chamar a atenção de alguém.

Bruna Paiva

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Aquele velho livro

book-758384_1920E, mais uma vez, me bate a velha vontade de reler aquele livro. O mesmo que, depois da última leitura, guardei no fundo da última estante prometendo nunca mais tirá-lo de lá.

Hoje, meus olhos, meio sem querer, pousaram naquele exemplar desgastado por tanto uso. Maltratado com arranhões, manchas e orelhas. Por impulso tiro-o da estante para sentir o cheiro das páginas e me jogar de cabeça em sua história.

A cada linha, os acontecimentos me envolvem, conquistam e prendem. As páginas são amareladas; e meu subconsciente se depara com a estranha sensação de já conhecer a história. Mesmo assim, a melhor parte do dia passa a ser aquela em que me sento e abro o velho exemplar. É tão incrível que me pergunto por que demorei tanto a reler.

Mas é depois da metade do livro que começo a perceber que já sei o final. Os personagens são os mesmos e, por mais que eu torça por um fim diferente, o que foi escrito não muda.

Sei como termina e as marcas molhadas nas ultimas páginas só confirmam a dor que aquele desfecho me causa. As lágrimas, que agora seguem seu caminho pelo meu rosto, me mostram, mais uma vez que a única que acaba mal com aquela história sou eu. E então, o guardo em seu lugar cativo: o fundo da estante mais alta. Prometendo nunca mais tirá-lo dali.

Ainda assim, volta e meia me pego por lá novamente. Tirando o livro da estante, sentindo o já conhecido perfume, folheando as páginas e quebrando minha promessa, na vã esperança de um novo fim.

Bruna Paiva

 

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Cicatrizes

Changes_by_Justine1985Uma vez, li um livro em que o protagonista definia o amor como uma mancha. Algo que, por mais que se queira, não se consegue apagar. Fica ali, sempre te lembrando o que manchou aquela blusa de que você tanto gostava.

O conceito é interessante. É uma boa forma de olhar para o mais enigmático dos sentimentos. Entretanto, ainda prefiro defini-lo como uma cicatriz.

Nenhuma cicatriz chega onde está sem ser notada. Há de haver um corte que, até se transformar em uma marca, machuca. Você precisa se preocupar com uma cicatriz. Necessita cuidados para que não infeccione. Não pode pegar sol para que ela não fique tão feia. Tem que passar pomada para que a pele se recomponha.

Acredito que existam três tipos de cicatrizes. O primeiro tipo são as cicatrizes brandas. Aquelas em que, afinal, o amor não era assim tão grande. Estas, deixam apenas uma marca suave na pele, que quase passa batida, mas está lá para lembrá-la de o processo que a levou até ali.

No segundo tipo entram as cicatrizes médias, mais visíveis. Amores que deixaram saudades de uma época e de momentos. Aquelas marcas que deixam a pele diferente e toda vez que são vistas trazem a lembrança de uma boa história.

Já o terceiro tipo de cicatriz… São aquelas que, mesmo depois de anos, volta e meia ainda latejam. Deixam a região sensível para o resto da vida e o toque pode ser doloroso. São causadas por amores intensos, fortes e de tirar o fôlego, mas que, por vezes, não conseguem se sustentar. É bem verdade que essas são mais raras se comparadas às do primeiro tipo. Mas a dor é a maior dentre as três.

Permita-se ter diversas cicatrizes brandas, algumas médias e quantas das profundas você aguentar. É preciso descobrir que um amor nem sempre é aquilo que se imaginava. Deve-se, sim, viver uma história divertida para relembrá-la toda vez que bater saudades. E é extremamente necessário que se passe pela dor do terceiro tipo de cicatriz, afinal, os piores sofrimentos são os que mais nos ensinam a viver.

Bruna Paiva

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