Joyland: uma temporada emocionante num parque de diversões

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Já contei aqui no blog que um dos meus maiores sonhos é fazer o programa ICP da Disney. Nele, você passa quase 3 meses trabalhando no parque. Talvez por causa desse sonho, acabei sendo levada ao livro Joyland. A obra de Stephen King conta a história do jovem Devin que passa uma temporada trabalhando no parque de diversões que dá nome ao livro.

Que Stephen King é tido como um dos mestres do terror, todo mundo sabe. Por isso, durante muito tempo, mantive uma certa distância de seus livros. Mas desde quando assisti a Carrie – a estranha, e me apaixonei pela história, passei a ter maior interesse nas obras do autor. Hoje, já li alguns dos livros dele, e percebi que nem sempre é um terror impossível de ler.

O que eu mais gosto nas histórias de Stephen é a maneira como o terror e o suspense se justificam, a forma brilhante e ao mesmo tempo simples como ele conduz as passagens. Nada é gratuito. Joyland é um livro que acima de tudo emociona. Fala sobre amor, amizade, lealdade, saudosismo e juventude. É impossível não se identificar com pelo menos um personagem.

Devin Jones vai para o parque trabalhar durante as férias, querendo esquecer sua ex-namorada. Em Joyland, Devin se apaixona pelo trabalho, vive coisas incríveis e faz grandes amigos. Mas um mistério que virou lenda no parque acaba mudando os planos dele. Linda Grey foi vítima de um serial killer em um dos brinquedos no parque anos antes. Devin resolve investigar a morte da garota.

É uma história forte, que explora, sim, um lado sobrenatural e um terror psicológico. Entretanto, a leitura é tão incrível que até quem morre de medo (como eu) termina apaixonado pelo parque de diversões, personagens e a atmosfera da história.

O livro é todo narrado pelo próprio personagem, anos depois. Com toques de saudades, valorização das memórias e mescla entre o tempo presente e passado, a história conquista o leitor. Joyland é incrível e entrou para minha lista de favoritos desse cara que, além de mestre do terror, é um dos escritores que mais me inspiram…

Bruna Paiva

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“Carrie a estranha” – ela está nas nossas salas de aula.

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Recentemente tomei coragem para assistir ao filme Carrie- A Estranha.  Digo que tomei coragem porque sempre fui medrosa para assistir a filmes de terror sem ficar morrendo de medo por anos. Meu pai, que é fã do Stephen King e já tinha visto a primeira adaptação do livro do autor para as telonas, queria ver a nova versão e resolvi acompanhá-lo. O filme de terror que achei que me daria medo, na verdade mexeu comigo. Percebi que sempre houve pelo menos uma Carrie por ano na minha sala de aula. E que, com certeza, há uma na sua também. Duvida?

O ser humano sabe como ser cruel, e era isso o que faziam com Carrie. Se você começar a perceber, com certeza existe ou já existiu uma Carrie na sua sala. Aquela menina ou aquele menino que não se entrosa muito com a turma e por isso vira piada nos corredores. Já parou para pensar que ele ou ela pode ser uma pessoa maravilhosa se você tentar se aproximar?

A história de Stephen King, escrita em 1974, trata de um tema bastante atual: bullying. A menina Carrie White foi fechada em seu próprio mundo pela mãe que é uma fanática religiosa. Por isso, é excluída pelos colegas de classe. Logo no início do filme, enquanto toma banho no vestiário do colégio depois de uma aula de Educação Física, ela tem sua primeira menstruação e fica desesperada porque não fazia ideia do que era aquilo.

A falta de informação de Carrie logo vira motivo de piadas entre os colegas de classe. Chris Hargensen, a patricinha da turma, filma a situação da colega e faz com que o vídeo vá parar na internet. Por causa dessa maldade, Chris é proibida de ir ao baile de formatura, fica indignada e resolve se vingar. No baile, dá um jeito de humilhar Carrie na frente de todos os convidados. O que ninguém sabia é que Carrie White possuía poderes telecinéticos. Depois de ser humilhada ela se vinga de todos os colegas que lhe fizeram mal, usando seu poder.

Para a minha surpresa, o filme não me deixou nem um pouco com medo. Pelo contrário, achei a história fascinante e acabei percebendo que, na verdade, Carrie não era estranha. Ela só era tímida e diferente por causa da influência da mãe fanática. Ela não era feia, não era chata, irritante… Mas uma menina linda que gostava de viver como qualquer adolescente. O problema não estava em Carrie. Ela sofria exatamente com a mesma coisa que muitas crianças e adolescentes sofrem hoje: a falta de sensibilidade vinda das pessoas ao seu redor.

O bullying não está só na violência física ou psicológica. Mas também no simples fato de se ignorar a existência de uma pessoa que convive com você. Excluir um colega de classe das reuniões e passeios da turma por falta de interesse em conhecê-lo também é maldade. O que poderia ter acontecido com Carrie se não tivesse passado a vida sendo zoada pelos colegas de turma? Talvez nunca tivesse usado seus poderes para o mal… E se alguém tivesse tentado compreendê-la antes poderia ter evitado a morte de muitos.

A conclusão a que chego é a seguinte: Carrie não era estranha porque não existe um padrão que defina o que é estranho e o que é normal. A definição de estranho no dicionário é “que é pouco comum”. Ninguém pode definir o certo e o errado no jeito de ser. O ideal é aderir e conviver com as diferenças. Porque isso sim é diversidade. Então, na volta às aulas, preste mais atenção na sua sala. Pode haver uma Carrie sentada perto de você…