Tudo mudou, nada mudou…

Eu me lembro de estar nessa estrada com a mesma criança deitada nas coxas. A cabeça recostada no vidro e observando essas mesmas árvores. Tudo numa versão em miniatura, menos a confusão em minha mente.

Lembro dessa exata sensação de que a vida deu errado; da impotência diante de mim mesma, causada pela mesmíssima frustração por amar sem ser amada. Me lembro desse afundamento na espiral se afunilando dentro da minha cabeça. O mesmo olhar perdido focado em algum ponto, sem forças para voltar a tentar se encontrar.

Na época, o escape era escrever, escutar emorock no último volume e tentar me afundar em algum universo literário. Tanto tempo depois, o livro de fantasia repousa na mochila a meus pés; nos fones de ouvido, Panic! At The Disco; e, com, cá estou apelando para o papel e a caneta de sempre. Tudo mudou, nada mudou…

O motivo agora é outro. Muda o nome e o endereço (e, pensando bem, nem isso).

É bem verdade que apesar do Déjà vu, e talvez justamente por ele, hoje eu sei que o mundo não vai acabar. Em algum momento passa. Sempre passa… Porque, por mais doloroso que o processo seja, e ainda que eu acabe lidando com todos da mesma maneira, eu aprendi que a vida segue; tão ligeira quando o carro nessa rodovia.

Bruna Paiva

 

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Fui nocauteada pela atuação de Loreto como o lutador José Aldo no filme Mais Forte Que o Mundo

Sabe quando o filme acaba e você continua olhando para os créditos boquiaberta e feliz pelo que acabou de assistir? Quando você sai do cinema querendo saber quem é o diretor, para poder elogiar em todas as redes sociais? Quando você acorda no dia seguinte e ainda não superou o quanto aquele filme foi sensacional? Bom, cá estou eu, sem conseguir falar de outra coisa a não ser Mais Forte Que O Mundo: a história de José Aldo.

Pelas redes sociais, acompanhei, desde o ano passado, a dedicação e a entrega do ator José Loreto para viver o campeão mundial de MMA José Aldo Jr. nos cinemas. Há alguns meses, vi o trailer pela primeira vez e tive certeza: eu precisava assistir àquele filme. Confesso que tive certo receio de que o teaser prometesse mais do que o longa realmente era. Afinal, convenhamos, ultimamente os trailers de filmes têm sido nada menos que um compilado dos melhores momentos da história. Porém, em menos de 10 minutos percebi que aquele filme era muito diferente dos últimos enlatados que vimos por aí. Foi muito melhor do que eu esperava.

A história do José Aldo é bem bonita. Fala de superação, amor, ódio, família, sonhos… O lutador saiu de Manaus, sua cidade natal, para o Rio de Janeiro e acabou ganhando o mundo com esforço e acreditando em seu sonho. É uma história que inspira a continuar lutando e correndo atrás do que se quer. Mostra que, se você acredita, nem as piores dificuldades da vida te derrubam.

O roteiro é muito bom. Mistura drama, humor, romance e ação de uma forma sutil e gostosa de assistir. O elenco foi muito bem escolhido. Quem rouba a cena, claro, é o protagonista José Loreto. Fica evidente o quanto o ator se entregou ao papel e como estava realmente sentindo o personagem na pele. E quem, como eu, estava acostumado a assistir ao ator só nas novelas e no Amor e Sexo, vai sair impressionado com o resultado para o cinema. Cléo Pires, que interpreta a Vivi, esposa do Aldo, e o Rafinha Bastos, no papel do lutador Loro, também merecem destaque. Ela divide com Loreto algumas das cenas mais bonitas do filme e Rafinha Bastos, as mais divertidas. A fotografia do filme é linda e a trilha sonora roubou meu coração.

Mas quem vai ganhar o maior destaque desse texto é o diretor Afonso Poyart. Não conhecia o trabalho de Poyart, mas em poucos minutos de filme percebi que ele era diferente. A sensibilidade do diretor faz toda a diferença no desenrolar da história. Jogo de câmeras, de flashback, velocidade e de outras coisas técnicas, sobre as quais a leiga aqui não tem o menor domínio, me deixaram perplexa em diversas partes do filme. Passei o tempo inteiro me perguntando: quem é esse diretor?

No início de 2016 assisti ao filme Creed, continuação da série Rocky e adorei. Mais Forte Que o Mundo é incontáveis vezes melhor do que o filme que rendeu uma indicação ao Oscar para Sylvester Stallone. Há tempos não assistia a um filme nacional tão bom. Quem me segue nas redes sociais percebeu que eu não consegui parar de falar do filme.

Afonso Poyart, que também dirigiu e roteirizou o nacional 2 Coelhos, é um nome que com certeza ainda vamos ouvir muito por aí. Mais Forte Que o Mundo tem uma linguagem cinematográfica e identidade próprias. Um filme que precisa ficar marcado na história do cinema nacional como um dos melhores já produzidos.

Bruna Paiva

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A emocionante história de Gigi e os seus Quimionautas

Gigiquimionautas

Era uma vez uma jornalista que se descobriu com câncer durante a gravidez.Os médicos aconselharam-na a interromper a gestação para evitar o avanço acelerado da doença, e para aumentar suas chances de tratamento. Mas o único conselho que ela seguiu foi o de seu coração.

Durante os últimos três anos Gizella Werneck (ou Gigi como gostava de ser chamada) espalhou amor e esperança pela Terra. Seu quarto no hospital era conhecido como quarto do amor,  decorado com corações de vários formatos. Sua força e alegria contagiavam a todos que mantinham contato com ela. Mas Gigi queria ir além.

Ela queria dar esperança e alegria às crianças que enfrentam o câncer.  E foi com esse intuito que escreveu s Aventuras dos Quimionautas no Planeta Terra. Uma fábula sobre o Planeta Kura e seus habitantes super-heróis. No fim do ano passado ela conseguiu viabilizar, atrávés de financiamento coletivo,  a confecção dos 3 mil primeiros exemplares para serem distribuídos gratuitamente em instituições públicas de tratamento.

Gigi acabou nos deixando no dia 19 de dezembro de 2014. Ela viajou para o Planeta Kura poucos dias depois que os livros ficaram prontos. Mas, graças a um grupo de voluntários, seu projeto dos Quimionautas ganhou vida própria. Hoje uma versão teatral da história é apresentada com músicas e distribuição de corações em  hospitais, ambulatórios e instituições de tratamento de crianças e adolescentes com câncer.

Agora o grupo dos  Quimionautas lançou uma nova campanha de arrecadação de recursos, para imprimir uma segunda edição do livro, que é distribuído gratuitamente durante as apresentações.

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