Por que ninguém respeita término de amizade?

A maior decepção da minha vida foi com uma amizade. O trauma dos traumas. O baque que acabou construindo muito do que sou e quero para a minha vida hoje. Foi a mais profunda experiência de amizade que já tive e, ao mesmo tempo, a mais dura lição que a vida me deu.

Mas o que eu quero discutir com esse texto não é o quanto uma amizade pode ser traumática na vida de alguém. A questão é que, quando eu saí daquela relação que me fez mal de tantas maneiras, pouca gente me apoiou. O que eu mais ouvi na época foi “larga de besteira, vocês são amigas há tanto tempo”, “você não pode simplesmente romper uma amizade dessa”, “para com a palhaçada. Dá um abraço nela, façam as pazes”.

Eu estava mal. Abrindo mão de uma relação extremamente importante porque se tornou insustentável. Queria ficar sozinha, passar por aquele luto sem dar satisfações a ninguém. Mas não é bem assim que a coisa funciona na sociedade.

Quando você termina um namoro ou casamento de seis anos, as pessoas fofocam, perguntam, mas no fundo respeitam. Ninguém vai falar “para de besteira e dá um beijo que vocês são lindos juntos”. Entretanto, se você termina com uma amizade de seis anos, poucas são as pessoas que respeitam a decisão no primeiro momento. Demorei meses para fazer minha família entender que não era só uma briguinha. Os amigos em comum levaram mais de um ano.

As pessoas não respeitam términos de amizades porque não encaram esse tipo de relacionamento da mesma forma que os amorosos. Acontece que elas são tão ou mais importantes que namoros. O processo de convencer todos à sua volta de que não há chance daquela relação voltar ao que foi é extremamente doloroso e cansativo. Estende o sofrimento dos envolvidos, uma vez que o assunto nunca é deixado de lado por aqueles que nada têm a ver com a história.

É como quando você rala o joelho e toda vez que começa a cicatrizar, alguém arranca a casquinha do machucado. Sofrimento contínuo. Você não encontra espaço para superar aquela dor. E é difícil lidar com ela sozinha e enfrentar todo mundo, sabendo que tomou a decisão certa. Sempre vai ter alguém perguntando, mesmo com o passar do tempo; reavivando aquela memória na sua cabeça, por mais que você queira esquecer.

Mas por que as pessoas não tomam conta de suas próprias vidas? É desgastante ter que estar sempre reexplicando seus motivos. E, às vezes, você não quer explicar nada para ninguém, simplesmente por não ser obrigada. A gente precisa parar de encarar apenas relacionamentos amorosos com seriedade. Amizade é um sentimento sério e sagrado, tanto quanto qualquer laço de amor. E os términos são igualmente dolorosos para quem está envolvido. Quando acontece, tudo que precisamos é de apoio e ajuda para abstrair a cabeça e seguir em frente com a nossa vida. Gente perguntando, mandando indiretas e diminuindo a situação só piora tudo. Então, e esse é um pedido de quem já sofreu isso na pele, pelo amor de Deus, respeitem os términos dos amigos de vocês.

Bruna Paiva

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Eu ainda amo

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Eu ainda amo. Amo aquele sorriso e o cheiro de seu perfume. Aquele corte do seu cabelo e suas tiradas engraçadas nas horas certas. Amo aquele jeito de se vestir de menino despojado, que não liga para o que vão pensar. Amo seus abraços sem motivo e o jeito como conversa comigo sobre qualquer assunto. O dom de me fazer rir mesmo nos momentos mais inapropriados. O beijo no final daquela festa ainda é meu preferido.

Entretanto, a questão é exatamente essa.

Algo em seu sorriso mudou, hoje ele tem uma carga muito maior de amargura. Você não usa mais aquele perfume. Mudou seu corte de cabelo. O suposto senso de humor te transformou num babaca. Deixou os comentários engraçados de lado e se diverte tentando ser melhor que os outros. Não se veste mais como antes e está sempre preocupado com a impressão que vai passar. Não me abraça mais e mal conversa comigo. E aquela festa já foi há tanto tempo…

Percebe? Você mudou. Radicalmente. E levou junto todas as coisas que eu amava em você. Não sei o porquê e não me lembro de um quando. Só sei que o cara por quem me apaixonei, aquele que eu ainda amo, se foi.

É claro que o fim será difícil para mim. Dar adeus ao cara que eu amo vai trazer um certo luto. Mas você e ele não são mais a mesma pessoa. Talvez nunca tenham sido. E eu já entendi que não te amo. Não essa nova versão de você que me faz tão mal.

Ainda sou completamente apaixonada por alguns dos momentos que passei ao seu lado. Pela ideia que tinha de você e pelo cara que você foi um dia. Mas é impossível manter um relacionamento apoiado em lembranças. Esse novo cara, que você decidiu ser, não mais fará parte do que eu viverei daqui para frente.

Bruna Paiva

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