Ela chorava e eu tentava imaginar seus motivos – VIDEO NOVO NO AR!

Sabe quando você vê uma cena pela metade ou ouve apenas parte de uma conversa e fica louca pra saber o que tá rolando? Pois é, essa curiosidade pela “vida como ela é” sempre me leva a imaginar histórias por aí. E foi assim que, em outubro de 2014, o sofrimento de uma desconhecida captou minha atenção e me levou a escrever o texto “A menina da mesa ao lado”.

No vídeo desta semana eu relembro a situação desse texto e falo um pouco sobre essa minha mania de criar histórias a partir do que observo por aí.

Aproveito pra convidar todo mundo a  participar do projeto do livro Adolescente Demais assistindo ao vídeo de apresentação e  me visitando na plataforma Wattpad. Se gostarem, não se esqueçam de divulgar para os amigos e de deixar a opinião de vocês. É a partir da participação do público que irei selecionar os textos e temas que farão parte da edição física do livro Adolescente Demais.

 Ansiosa pelos comentários, visita e likes de todos vcs por lá!
Obrigada e bjs da Bru!

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Pretérito Perfeito

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É, eu percebi. Vi você me olhando e li a dor em seus olhos molhados. Te conheço o bastante para compreender tudo sem que nada seja dito. Não precisei te ouvir para entender o que queria quando se aproximou. Mas sei que você não me conhece tão bem.  Não seria capaz de inferir o porquê do meu não. Sendo assim, aí vai:

Desculpa, mas não dá mais para mim. Lamento que seu arrependimento só tenha batido agora. E lamento toda a confusão, dor e sofrimento que você vai encarar pela decepção. Os enfrentei há pouco. Mas passou, assim como o seu vai passar.

Sofri bastante também. Chorei, lembrei, senti falta e tive o coração despedaçado a cada vez que aquela data chegava. Aliás, deu uma olhada no calendário essa semana? Não queria que sofresse como eu, afinal, ainda nutro muito carinho por você. E não desejo a ninguém tudo aquilo por que precisei passar.

Mas espero que te sirva como um aprendizado. Não se tem tudo o que se quer à hora desejada. A vida não tem filhos mimados. Sempre te disse e vou repetir: é a velha história do “quem não quis quando podia, quando quiser não vai poder”.

Você me teve, você pôde. Teve uma menina que te amava apesar e por causa de todos os seus defeitos. Que era louca por você e queria te dar o mundo. Que se permitiu sonhar, acordada ou não, em ter você no futuro. Alguém que te quis e que amava te ver sorrir. Que reconhecia teu perfume de longe e te achava lindo quando estava brabo.

Entretanto, como bem disse, teve. No Pretérito Perfeito do Indicativo, assim como eu sofri, chorei e estive mal. Mas passou. De agora em diante não te conjugo mais no presente.

Bruna Paiva

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O velório do amor da minha vida

3944988O silêncio era adequado à situação. O clima daquele lugar estava pesado, eu não conseguia me decidir se estava abafado só por causa do calor ou se era aquela cena que me deixava sem ar.

Algumas lágrimas caem lá e cá. Algumas pessoas que não deveriam estar aqui vieram só para fazer uma média.  E eu me pergunto de que adianta fazer média com alguém nessa situação?

Ainda não tive coragem de andar até o principal motivo de eu estar aqui. Sei que quando chegar perto meu mundo vai cair. Mais do que caiu ontem, quando a minha mãe me deu a notícia. Mas é melhor parar de adiar, afinal não tenho mais muito tempo para me despedir.

Tomei coragem, respirei fundo e comecei a andar. Algumas pessoas se afastaram para que eu passasse e pude ver o olhar dos meus amigos para mim. Parecia que estavam com pena.

Andei pouco até conseguir avistá-lo. De terno e gravata, ele ia odiar se pudesse ver aquilo, deitado de olhos fechados e um semblante cansado num caixão preto estava o amor da minha vida.

O ar me faltou e uma lágrima simplesmente pulou de meu olho esquerdo. Cheguei mais perto já com mais uma lágrima escorrendo por minhas bochechas. Passei a mão por seus cabelos castanhos e outra lágrima minha caiu sobre sua boca. Aquela boca que tanto me fez sorrir, que tanto sorriu para mim e me beijou tão fervorosamente estava agora imóvel em uma expressão que em nada se parecia com seu lindo sorriso.

Toda a angústia que eu sentia naquele momento saía de meu peito e se transformava em soluços. Os últimos soluços ao lado dele.

Ah meu amor, por que foi que você se meteu com aquela gente? Eu te pedi tanto pra se afastar daquele mundo… Agora olha só o que te fizeram. Nunca mais vou poder te abraçar… E o nosso casamento? O que faço com os nossos planos? Jogo tudo fora e sigo minha vida? Eu não consigo fazer isso. Não sei mais viver sem você…

Suas mãos que sempre me aqueceram agora estavam duras e geladas. O peito que me acolhia agora não tem mais o movimento da respiração dele. E as batidas de seu coração nunca mais vão tocar para mim…

Alguns olhares de piedade me fazem ter a certeza de que nada vai me ajudar neste momento. Tudo de que eu precisava é a única coisa que infelizmente eu nunca mais terei: um abraço apertado dele.

Bruna Paiva