Eu desisti

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Sim, eu desisti. Do que foi meu maior objetivo durante a vida inteira. Daquilo pelo que dei suor e sangue para conseguir. Sim, desisti quando estava quase chegando aonde tanto sonhei. Desisti porque, às vezes, tudo aquilo que você sempre quis pode não ser o que você quer de agora em diante.

Vergonha? Não há nada de errado em desistir de algo só porque lutei tanto para conseguir. Acredito que é preciso sim coragem. E muita. Para enfrentar o mundo de cabeça erguida e assumir que o que costumava dar sentido à sua vida não tem mais nada a ver com você. Todo mundo julga e condena sem ter direito algum. Era eu quem estava presa a um futuro que escolhi anos atrás. A gente muda, nossas prioridades e sonhos também.

Ainda não sei o que vou fazer a partir de agora. E sei que não será fácil. Afinal, passei anos me preparando para algo em que eu não acredito mais. É o que eu fui programada para saber. O problema é que eu cansei, não conseguia mais projetar minha vida para frente e me enxergar feliz em cinco ou dez anos. Desgastei cada migalha do que um dia já foi meu sonho e hoje só me sobra a estafa.

Só não quero mais viver assim. Presa. Sem perspectiva de futuro e fazendo algo que eu não gosto, só porque vivi até aqui me dedicando para isso.

Bruna Paiva

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A novela da rua

night-690182_1280Até agora, não sei bem o que me tocou naquela cena. Talvez a simplicidade da situação, que era ao mesmo tempo muito mais profunda do que aparentava. Mas também pode ter sido o sorriso estampado no rosto de cada um daqueles dois homens.

 Ambos se encontravam extremamente à vontade. O primeiro, deitado de lado com o cotovelo flexionado e a mão servindo de apoio para a cabeça. Jogado sobre suas pernas, até a altura da cintura, um pedaço de pano fazia as vezes de cobertor. Ao seu lado, o segundo homem estava sentado. Sem camisa, com uma postura relaxada e uma garrafa de cerveja na mão.

Os dois homens, que não aparentavam menos de 50 anos, comentavam, riam e pareciam se divertir com aquilo a que assistiam. Na hora, a cena me pareceu quase cotidiana: dois amigos jogados num sofá, assistindo a algum programa de televisão. Cheguei a olhar melhor, procurando a TV. Mas não havia aparelho algum.

O sofá dos dois homens era uma mureta na pracinha de uma das áreas mais nobres do Rio de Janeiro. Sua televisão, o movimento da rua. O entretenimento deles era rir daquele mundo do qual são meros espectadores.

Os moradores de rua assistiam ao fluxo de automóveis que volta e meia engarrafava, deixando motoristas estressados. Observavam o entra e sai dos estudantes desgastados na universidade do outro lado da rua. Prestavam atenção aos pedestres que passavam, por vezes, com certo medo, na avenida mal iluminada. E às crianças que, acompanhadas por mães e babás, brincavam na pracinha depois da tarde na escola.

Me pareceu uma espécie de ritual. Como se todo dia, àquele mesmo horário, ambos se posicionassem à mureta para assistir à novela da rua. Uma novela que não se repete, e em que a cada dia os personagens são distintos. O que nunca muda nessa novela são as gargalhadas dos espectadores. Esses se divertem com o nosso ridículo, a nossa prepotência e a nossa indiferença.

Bruna Paiva

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As certezas da minha vida

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Quando eu tinha 12 anos, tive certeza de que não poderia viver sem meus ídolos. Aos 14, acreditei com todas as forças que jamais me apaixonaria novamente. Aos 15, achei que nunca mais fosse fazer amigos. Aos 17, não botei fé em passar no vestibular. Com 19 anos, a ideia de não achar um amor para dividir a vida me aterrorizou.

Aos 25, me sentia nova demais para casar. Aos 31, velha demais para não ter um filho. Aos 34 tive certeza de que a maternidade arruinaria minha carreira. Aos 39, que minha carreira arruinaria a infância de meus filhos.

Aos 47, não pensei que fosse sobreviver à morte de meu pai. Aos 52, tive certeza de que morria junto com minha mãe. Com 55 anos, achei que fosse enlouquecer com os preparativos do casamento de minha filha. Dois anos depois, acreditei que ser avó faria de mim uma velha à beira da morte. Aos 58, pensei que seria triste para sempre com a saída do meu caçula de casa.

Aos 60, tive a certeza de que me aposentar me aproximaria da cova. Aos 63, julguei loucura viajar para lugares insanos com meu marido. Três anos depois, não acreditei que voltaria a ser feliz numa vida onde eu não o tivesse ao meu lado. Aos 67, a depressão me fez ter certeza de que não viveria até os 75.

Mas eu sobrevivi. Passei pelo fim da minha banda preferida com poucas lágrimas, aos 13. E me apaixonei incontáveis vezes depois dos 14. Superei as amizades perdidas aos 15 e fiz outras muitas ao longo da vida. Passei no vestibular na primeira tentativa. Encontrei o amor da minha vida aos 21, e antes disso curti muito a liberdade de ser solteira. Casei aos 25 e percebi que a idade foi perfeita para mim. Minha primeira filha veio aos 32, o segundo aos 34, e me percebi finalmente madura para cuidar de duas crianças.

A maternidade não arruinou minha carreira. E mesmo em meio aos plantões e loucuras de ter uma mãe médica, meus filhos tiveram uma infância incrível. Sobrevivi à perda de meus pais, embora ainda doa lá no fundo a falta que eles me fazem.

O casamento da minha filha foi emocionante e guardo com carinho as lembranças da loucura que foram os preparativos. O brilho no olhar de minha neta acabou me fazendo sentir mais jovem. Meu caçula saiu de casa para ganhar o mundo e hoje morro de orgulho do músico bem-sucedido que ele se tornou. A aposentadoria foi um alívio. Me afastou de obrigações chatas, me deu mais tempo para curtir a vida, estar com as pessoas que amo.

As viagens excêntricas com meu marido são algumas das melhores lembranças da minha vida. Depois que ele se foi, apesar da dor, resolvi seguir em frente. Me mudei para a casa de minha filha e meus dois netos são minha maior alegria. E aqui estou agora, rodeada de pessoas felizes, celebrando meu aniversário de 80 anos.

 Eu tive várias certezas ao longo da vida. E ainda bem que estava errada na maioria delas…

Bruna Paiva

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10 filmes que mudaram a minha vida

Sabe aquele tipo de filme que mexe com você de um jeito que não dá nem para explicar? Comigo acontece sempre. Alguns filmes realmente fizeram a diferença no meu jeito de ver o mundo. Resolvi fazer uma listinha e contar para vocês 10 filmes que mudaram a minha vida. Aproveitem as férias que estão chegando e assistam, não vão se arrepender! Ah, muitos deles estão disponíveis no Netflix.

  • Ponte para Terabítia

Precisei pausar o filme para recuperar o fôlego depois de tanto chorar. “Ponte para Terabithia” é um filme que passa a impressão de ser destinado a crianças, mas a filosofia por trás da história é profunda demais. O filme fala de amor, amizade e da importância de se dar asas à imaginação. Uma das frases que eu mais amo nele é “Feche os olhos e deixe a mente bem aberta”

 

  • Um Ato de Coragem

Um menino precisa de um transplante de coração urgente. Como as coisas começam a se complicar no hospital e ninguém dá muita atenção para o caso do menino, seu pai toma uma atitude extrema. Ele sequestra uma ala do hospital e diz que só liberará os reféns quando seu filho receber o transplante.

Um filme que, com um enredo original, fala de esperança, faz uma crítica às listas de espera de transplantes de órgãos e, principalmente, retrata o amor incondicional de um pai por seu filho. Ufa! “Um Ato de Coragem” mostra que qualquer um pode cometer loucuras quando não vê outra saída. O filme tira o fôlego e te deixa num dilema terrível quanto a defender ou não o protagonista quando ele começa a passar dos limites. (Tem no Netflix)

 

  • Uma Prova de Amor

Depois de descobrirem que sua filha, aos dois anos de idade, sofre de leucemia, os pais aceitam uma ousada proposta médica: gerar um feto geneticamente programado para ser compatível com a irmã. Onze anos se passam e a filha mais nova já sofreu diversas cirurgias de doação para a irmã. Até que toma uma decisão tão ousada quanto a de seus pais: ela os processa pedindo emancipação médica, para que possa fazer de seu corpo apenas o que quiser.

Prepare-se para chorar do início ao fim. Sem exagero algum, não dá para segurar as lágrimas em nenhum momento dessa história. O espectador entra no dilema dos personagens e não tem como não levantar questões como até onde a ciência deve ir? E qual o limite para salvar alguém? (Tem no Netflix)

 

  • Um Olhar do Paraíso

Uma menina de 14 anos é assassinada brutalmente e ninguém encontra um culpado. Os anos se passam e o espírito dela continua a rondar sua casa e família querendo se vingar do assassino. O impasse da menina que não consegue aceitar a própria morte faz qualquer um pensar melhor antes de reclamar da vida. Não damos valor ao que temos até perdermos. O filme me deixou tão chocada que eu não consegui sequer chorar. A última frase ecoa em minha cabeça até hoje “Meu nome é Suzie Salmon fui assassinada quando tinha 14 anos. Desejo a todos vocês uma vida longa e feliz” (Tem no Netflix)

  • A Gang está em Campo

Já imaginou um time de futebol americano formado por detentos? Bom, esses são os Mustangs. Quando um ex jogador de futebol americano resolve treinar presos para o campeonato estadual, ninguém dá muito crédito. A história é um exemplo de que superação é uma questão de correr atrás de seus objetivos. Não tem como não se emocionar ou não torcer para os Mustangs. Todos podem se recuperar e aprender a ser pessoas melhores, basta que lhes sejam mostrados caminhos diferentes. (Tem no Netflix)

 

  • Um Amor Para Recordar

O pano de fundo é clichê, eu sei. A nerd religiosa e o bad boy do colégio começam a estudar juntos e, subitamente, se apaixonam. Entretanto, tudo muda quando ele descobre que a menina tem uma doença terminal. Uma história de amor que sensibiliza e mostra que, quando se tem amor à vida, não importa quanto tempo ainda lhe resta. Tudo depende da sua vontade de viver o tempo que ainda tem. O namorado, apaixonado, resolve ajudar a menina a aproveitar cada dia como se fosse único. (Tem no Netflix)

 

  • Sete Vidas

Depois de provocar, sem querer, um acidente que levou à morte sete vítimas, um homem decide que precisa salvar sete vidas. A forma com que ele faz isso é extremamente emocionante. O filme fala sobre culpa e, mais uma vez, sobre o valor de uma vida. A coragem do personagem de Will Smith é admirável. (Tem no Netflix)

 

  • A Teoria de Tudo

Já falei desse filme aqui no blog. Um dos maiores merecedores de Oscar dos últimos tempos. Acha sua vida difícil? Conheça a de Stephen Hawken. Uma história de superação que me fez sair do cinema me achando a maior das egoístas por reclamar da minha vida.

  • Vem Dançar

Também já citei esse filme aqui no blog. Superação, preconceito e diferenças sociais são exploradas de forma bonita e cativante. Os excluídos da escola são obrigados a fazer aulas de dança de salão. A dedicação deles para vencer o campeonato e o preconceito das pessoas é linda.

  • Anjos da Vida

Chorei, chorei e chorei. Ashton Kutcher, como sempre, emociona. Mas esse filme não tem nada de comédia romântica. Ele é aluno de um treinador da guarda costeira. O lema da equipe do cara é “manter os outros vivos”. Não tem como não refletir com esse filme. Um completo ensinamento sobre o valor da vida dos outros.

Bruna Paiva

 

 

Uma última insônia para pendurar na sua conta

insoniaSão 3:39 da manhã. Acordei há uns 40 minutos e não consigo voltar a dormir. Talvez seja por causa da quantidade de café que tomei antes de me deitar. Cansei de fitar o teto branco de meu quarto. Já fui até a cozinha e assaltei a geladeira. O sorvete de creme que encontrei por lá  está matando minha fome.

Minha cabeça não funciona direito. Nem sei se estou falando coisa com coisa. Nesse silêncio toda a confusão do mundo resolveu passear pela minha cabeça. Aquela música chata da funkeira do momento que não para de tocar nas rádios, agora não me deixa em paz. E com esse turbilhão de pensamentos é claro que não consegui escapar de você.

Fechei meus olhos pra tentar me livrar da música e da insônia. Não funcionou. Acho que vou tomar menos café da próxima vez. E pensar que foi você quem me ensinou a gostar de café. Mais uma insônia que vou pendurar na sua conta, ok? Fica mais fácil te culpar de novo. Já perdi a conta de quantas noites de sono me faltaram por sua causa. Mais uma, menos uma, não faz diferença…

Lembro-me que na última vez que não consegui dormir pensando em você foi uma semana depois de rompermos de vez. Foi quando eu prometi pra mim que nunca mais o faria de novo. E aqui estou eu, mais uma vez, quebrando minha promessa. Tentei desviar o pensamento para a música chiclete da funkeira, mas a letra me fugiu.

Agora tudo o que existe em minha mente é  você. E tudo o que vivi em sua companhia. Foi tanta coisa né? Foram tantos anos… Às vezes nem dá pra acreditar que acabou. Mas acho que a ficha, assim como a sua máscara, vai acabar caindo.

Vou aprender a viver sem você. Sem o nosso amor e tudo o mais. Eu não sei se você está lendo isso, mas se estiver, por favor, não interprete como um pedido de volta.

Nossa, acabei de olhar no relógio e perceber que já estou acordada há duas horas, são 5:42. Daqui a poucas horas preciso sair para trabalhar. Acho que o efeito do café já está acabando também. Estou ficando meio grogue de sono. É melhor eu tentar dormir de novo e parar de escrever para alguém que eu nem quero que leia isso…

Bruna Paiva

 

O velório do amor da minha vida

3944988O silêncio era adequado à situação. O clima daquele lugar estava pesado, eu não conseguia me decidir se estava abafado só por causa do calor ou se era aquela cena que me deixava sem ar.

Algumas lágrimas caem lá e cá. Algumas pessoas que não deveriam estar aqui vieram só para fazer uma média.  E eu me pergunto de que adianta fazer média com alguém nessa situação?

Ainda não tive coragem de andar até o principal motivo de eu estar aqui. Sei que quando chegar perto meu mundo vai cair. Mais do que caiu ontem, quando a minha mãe me deu a notícia. Mas é melhor parar de adiar, afinal não tenho mais muito tempo para me despedir.

Tomei coragem, respirei fundo e comecei a andar. Algumas pessoas se afastaram para que eu passasse e pude ver o olhar dos meus amigos para mim. Parecia que estavam com pena.

Andei pouco até conseguir avistá-lo. De terno e gravata, ele ia odiar se pudesse ver aquilo, deitado de olhos fechados e um semblante cansado num caixão preto estava o amor da minha vida.

O ar me faltou e uma lágrima simplesmente pulou de meu olho esquerdo. Cheguei mais perto já com mais uma lágrima escorrendo por minhas bochechas. Passei a mão por seus cabelos castanhos e outra lágrima minha caiu sobre sua boca. Aquela boca que tanto me fez sorrir, que tanto sorriu para mim e me beijou tão fervorosamente estava agora imóvel em uma expressão que em nada se parecia com seu lindo sorriso.

Toda a angústia que eu sentia naquele momento saía de meu peito e se transformava em soluços. Os últimos soluços ao lado dele.

Ah meu amor, por que foi que você se meteu com aquela gente? Eu te pedi tanto pra se afastar daquele mundo… Agora olha só o que te fizeram. Nunca mais vou poder te abraçar… E o nosso casamento? O que faço com os nossos planos? Jogo tudo fora e sigo minha vida? Eu não consigo fazer isso. Não sei mais viver sem você…

Suas mãos que sempre me aqueceram agora estavam duras e geladas. O peito que me acolhia agora não tem mais o movimento da respiração dele. E as batidas de seu coração nunca mais vão tocar para mim…

Alguns olhares de piedade me fazem ter a certeza de que nada vai me ajudar neste momento. Tudo de que eu precisava é a única coisa que infelizmente eu nunca mais terei: um abraço apertado dele.

Bruna Paiva

A primeira peça a gente nunca esquece…

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Como eu já contei aqui, ontem foi a primeira vez que subi num palco para atuar. O resultado não podia ter sido melhor.  Cada ensaio, cada esporro, discussão e cada centavo gasto com a peça valeram à pena. Foi perfeito.

Chegamos ao teatro às 7 da manhã pra montar cenário e ensaiar muuuuuito. Todo mundo tenso até o último fio de cabelo e se ajudando o tempo todo. A plateia estava lotada, todos os ingressos foram vendidos o que acabou deixando o elenco inteiro bem mais ansioso… E mesmo assim foi maravilhoso. Sei que o ano mal começou, mas tenho certeza de que dia 8 de janeiro foi um dos melhores dias de 2014.

Já estou morrendo de saudades e tentando de toda e qualquer forma não precisar sair da minha amada turma durante o ano letivo. Não sei se vai ter jeito, já que meus horários vão mudar completamente por causa do ballet, mas já está doendo demais ter que sair. Queria muito continuar com a segunda família que eu arrumei, no teatro… 😥

Separei algumas das fotos dos bastidores e da hora da peça pra mostrar pra vocês aqui os melhores momentos do dia. Pessoal, nós arrasamos! E com toda a certeza, o dia de “Os melhores anos de nossas vidas” vai ser lembrado pra sempre como um dos melhores dias da minha vida.

Raquel(eu) com seu bebê e a mãe(Adriane Braga) defendendo Ana Maria (Jhulia Oliveira) do pai bêbado(André Luiz Gomes).

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Aninha, Raquel e Ilane (Beatriz Chamas)

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Raquel e Felipe (Daniel Cipriano).

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De manhã cedo montando o cenário…

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O baile de formatura!

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E a gente vive junto, e a gente se dá bem…

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Aninha descobre o namoro de Felipe e Adriana(Karina Amorim) no Baile.

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Raquel conta para Felipe que Ana Maria tentou suicídio.

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Aninha vai embora do baile arrasada…

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Ensaiandoo

Fim de peça, elenco reunido e muuito feliz!

 

O carinha do shopping e o babaca da lanchonete…

gentilezaCENA 1: Estou no Shopping, praça de alimentação lotada, um homem procura uma mesa com uma bandeja na mão. Outro rapaz, que se encontra sentado com uma mesa só pra ele, porém não está comendo, se levanta oferecendo sua mesa ao homem com a bandeja na mão. Por incrível que pareça, essa cena me deixou com orgulho alheio. Talvez porque, no mundo em que vivo hoje, tudo é tão instantâneo e todos tão independentes que a gentileza, que deveria ser um hábito, é algo que pouco se vê.

CENA 2: Numa lanchonete uma família com crianças espera um lugar vago para que possa se acomodar. Enquanto isso, um senhor aparentando seus 60 e tantos anos observa a família incomodado.Mas ele não se incomodava por estar ocupando sozinho uma mesa de quatro lugares, esperando apenas seu troco em um restaurante cheio… O que ainda levaria algum tempo. O incomodo do senhor era com a família aguardando que ele levantasse.

Que mal teria se o senhor da segunda cena, repetisse o gesto do rapaz da cena 1? Nenhum. Pelo contrário, tenho certeza que seria bom para a família e também para ele. Porque a gentileza não faz bem apenas a quem a recebe. Aquele que é solidário a alguém, quando o faz de coração, se sente bem por ter sido bom sem querer nada em troca. A sensação de ter feito bem a um ser humano já é devidamente gratificante.

Ser gentil com as pessoas não surpreenderia ninguém se todos fossem acostumados a esses pequenos gestos. Afinal, custa sorrir para alguém que te pede uma informação? Talvez seja o único sorriso que aquela pessoa verá no dia. Talvez ela esteja passando por um momento difícil e aquele sorriso e a simpatia alegrem uma parte do seu dia. Ou talvez ela nem esteja precisando de nada além da informação, mesmo assim, qual o problema em ser bom com o outro? Todos gostamos de ser bem tratados.

O problema é que o mundo e as pessoas têm ficado egoístas e alheios aos outros. Cenas como as descritas acima muitas vezes passam despercebidas na correria rotineira dessa loucura que chamam de mundo moderno.

A realidade é que a vida hoje em dia está tão automatizada que pouca gente dá valor às pequenas gentilezas que deveriam fazer parte de seu dia-a-dia. Levantar para dar lugar à um cego ou uma grávida no metrô não deveria ser algo feito somente pelo “politicamente correto”, mas algo que viesse de dentro.

Creio que uma solução pra tudo isso é que tentemos nos sensibilizar com o próximo e ajudar sem querer nada em troca. Quem faz o bem vai colher o que plantou, e um dia receberá tudo de volta… Como pregava o profeta: “Gentileza gera Gentileza”.

Bruna Paiva